Saudade

Estava eu na cama e deu-me na cabeça de pensar no "sentido da vida" (eu acho que isto acontece com toda a gente, não só comigo) e comecei a pensar se alguma vez tive saudades de algo ou alguém. É assim, eu não posso garantir que nunca senti saudades de certas pessoas, mas nunca foi nada intenso, nada que me fizesse deprimir ou de algum modo mudar o meu "mood", claro que há pessoas que marcam as nossas vidas e elas virão sempre à memória, mas mesmo assim nunca foi nada de mais, nada que eu pudesse dizer "é saudade".

Neste momento, apenas sinto falta daquela correria que é a faculdade, das pessoas de lá, dos amigos que fiz, da routina, de algumas pessoas que estão a estudar fora e que já não vejo à muito tempo, de pessoas que mesmo sendo de perto é quase impossível vê-las etc etc, mas saudade? Não posso dizer que seja isso, porque nem eu sei definir tal sentimento.

Talvez precise de me inteirar das coisas da vida e de viver mais, porque sinto que aquilo que sinto (redundância) é muito superficial, não só no que toca a saudade mas em relação a tudo. Se houver algum tutorial agradecia que alguém o disponibilizasse!

Além do mais, vai começar uma nova etapa, se tudo correr bem, da minha vida em que vou ter de deixar a faculdade de lado para me focar noutros assuntos e com isso vou perder pessoas em que mesmo ela não tendo culpa, a minha vida profissional precisa de tomar um novo rumo e apesar de ser algo que eu sempre desejei, vai haver pessoas que vão ficar para trás. Talvez aí eu sinta saudades e aprenda a viver com isso.

Peço desculpa pela ausência, mas a imaginação não tem andando comigo, ultimamente.

Comentários

  1. Querido Renato,
    Pedires um tutorial para viver e sentir com mais intensidade é a mesma coisa que pedires um manual de instruções para a vida. Isso não existe, tu és como és, se ainda não sentiste saudades mesmo, e se ainda não verteste uma lágrima a pensar em determinada pessoa, então se calhar essa pessoa não marcou o suficiente a tua vida para isso, não estás avariado nem nada disso, ok? Calma...
    Tal como te disse noutra mensagem tua, identifico-me muito com o que disseste. Eu deixei de sentir tão intensamente como sentia, aliás, só vivo e sinto intensamente nas histórias que escrevo, mas na vida real... Nada! Tenho uma pedra fria e dura no lugar do coração, mas as minhas razões são capazes de ser diferentes das tuas.
    Resumindo: lá porque não sentes saudade propriamente dita, não quer dizer que o problema seja teu, ok? Pensa nisso 😉

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    1. Olá Midnight Memories! Depois de ler o teu comentário cheguei à conclusão que tens razão, mas também pode ser o facto de eu não me abrir o suficiente, de não me conseguir "envolver" o suficiente com as pessoas pelo simples facto de parecer que há uma barreira! Eu tento, juro, mas não consigo quebrar essa dita cuja.
      Muito obrigado pelas palavras e espero que, também, consigas encontrar uma solução para as tuas lutas interiores.

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    2. Percebo o que dizes, porque eu tenho essa mesma muralha à minha volta, e a maldita teima em não cair. Chama-se mecanismo de defesa. Foste quebrado, foste magoado, e talvez seja essa a razão principal. Um conselho de colega: tenta não te envolveres demasiado depressa, porque se acabas magoado outra vez (o que espero que não aconteça porque pareces um miúdo 5 estrelas) acrescentas simplesmente outra fileira de pedras à muralha que construíste à tua volta. Se decidires envolver-te, começa devagar, passinhos de bebé. Diz à pessoa o que se passou contigo, o porquê de sentires o que sentes, ou de não sentires de todo. Se ela reagir bem, então tenta dar mais um passo. Se vires que não está a correr bem, volta a recuar. Pelo menos é o que eu faço e até chegou a resultar algumas vezes... Experimenta!

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    3. Obrigado pelas palavras, a sério, e vou tentar fazer o que dizes!

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